
Roménia

Roménia
Introdução
A Roménia é um dos países mais seguros, com mais cor e com as cidades e castelos mais bem preservados que já visitámos. É muito mais que apenas Bucareste ou o "mito do Drácula".
Duração e Flexibilidade
O desenho deste roteiro é um Círculo Perfeito de 1 semana. Isto significa que não importa por onde começam, desde que sigam o sentido (horário ou anti-horário), vão ver tudo sem andar para trás e para a frente.
A Nossa Estratégia: Nós apanhámos um voo low-cost para Cluj-Napoca e começámos o roteiro pelo norte. No entanto, podem começar por Bucareste ou outra cidade se encontrarem voos mais baratos para lá.
Resumo do Itinerário
De forma muito resumida, eis o circuito que vos espera:
Dica de Planeamento:
Para quem tem voo de regresso de Bucareste: A ordem acima é perfeita. Acabam na capital e voam para casa.
Para quem tem de voltar a Cluj-Napoca (Fechar o círculo): Podem ir de Sibiu logo para Bucareste, e só depois Brasov, Sighișoara e voltam a Cluj para apanhar o avião (fazendo o tal círculo).
Para quem alugou carro: A rota é a mesma, exceto na ligação entre Sibiu e Bucareste. Se forem no Verão, podem descer pela famosa estrada Transfăgărășan. Vamos explicar esse desvio detalhadamente na secção de Sibiu.
Documentos e Internet (A Vantagem da UE)
Viajar para a Roménia é super simples para nós.
Documentos: O Cartão de Cidadão é suficiente para entrar.
Saúde: O Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) funciona nos hospitais públicos. Ainda assim, caso queiram viajar com a máxima segurança podem fazer um seguro de viagem (nós recomendamos a IATI).
Internet: Boas notícias! O Roaming Europeu funciona aqui. Os dados móveis portugueses funcionam exatamente como se estivessem em casa, sem custos extra (confirmem apenas o limite do vosso tarifário).
A Moeda e Pagamentos
A Roménia faz parte da UE, mas (ainda) não usa o Euro. A moeda é o Leu Romeno (RON).
Cartão: O pagamento com cartão é aceite na grande maioria dos sítios. Nós usámos sempre o Revolut para evitar taxas bancárias.
DInheiro: Tenham sempre algumas notas convosco para pequenas lojas de souvenirs ou casas de banho públicas.
Transportes: Comboio ou Carro? A Grande Decisão
Esta é a maior dúvida de quem planeia esta viagem. A resposta depende do vosso orçamento e do que querem ver.
Opção 1 - Transportes Públicos (O que nós fizemos): Fizemos o roteiro 100% de transportes e funcionou lindamente.
Comboios: A rede romena (CFR Călători e operadores privados) chega a todo o lado.
Autocarros: Recomendamos a FlixBus (acima dos comboios).
O contra: Ao viajar de comboio/autocarro, vemos paisagens incríveis pela janela (especialmente ao atravessar as montanhas) mas não podemos parar para tirar foto ou explorar aquele castelo perdido no meio do nada.
Opção 2 - Alugar Carro (Para explorar a fundo): Se estiverem em grupo e dividirem despesas, o carro compensa pela liberdade. Permite-vos parar nos pontos turísticos que ficam "a caminho" das cidades e que nós, infelizmente, tivemos de saltar. De qualquer forma ao longo do roteiro, vamos mencionar esses pontos extra para quem tiver carro não os perder.
Pelo que observámos conduzir na Romémia não parece ser difícil, conduzem num ritmo muito mais acelerado que o nosso mas nada muito perigoso.
DICA: Dentro das cidades o deslocamento é muito fácil usando a Bolt ou a Uber (muito baratas na Roménia) e os transportes públicos locais, também muito baratos (além disso é possível comprar os bilhetes a bordo ou na app oficial 24Pay).
Quando Ir: O Fator Clima
A nossa experiência (Fevereiro): Fomos no Inverno e apanhámos dias de sol incríveis, embora frios. Foi ótimo para ver as cidades sem multidões.
A questão da praia: Como fomos no Inverno, a zona costeira (Constanța e o Mar Negro) não valia a pena a visita (está tudo fechado).
No Verão: Se forem com calor, faz todo o sentido adicionar a costa ao roteiro. Podem estender a viagem ou, se tiverem poucos dias, trocar uma das cidades mais afastadas por uns dias de praia em Mamaia ou Constanța. No fim do roteiro deixamos essas dicas.
1. Cluj-Napoca – A Porta de Entrada (1 dia)
Para nós, Cluj foi a escolha lógica: voos baratos e um aeroporto super tranquilo (nada daquela confusão de Bucareste). É a segunda maior cidade da Roménia, mas o centro histórico é compacto. É a cidade perfeita para aterrar e começar o roteiro com calma.
Onde ficar em Cluj
Como o nosso objetivo era apenas aterrar e descansar, ficámos no DD Boutique Apartments, super prático para quem vem do aeroporto ou precisa de sair cedo no dia seguinte.
O que ver na cidade
O centro faz-se muito bem a caminhar. Aqui ficam os pontos que não podem falhar:
Piața Unirii e Igreja de São Miguel: É o coração da cidade cheio de cafés à volta.
Casa de Matthias Corvinus: Fica logo ali ao lado. É uma das casas mais antigas da cidade e o local de nascimento de um dos reis mais importantes da Hungria.
Jardim Botânico (Alexandru Borza): Se gostam de natureza, vale a pena o desvio.
Parcul Central: O "pulmão" da cidade. É obrigatório passear à beira do Lago Chios e admirar o edifício do antigo Casino. É super fotogénico.
O Miradouro (Aleea Cetățuia): Para acabar a visita subam à colina, a vista panorâmica sobre a cidade compensa tudo.



Para quem alugou carro (O "Bónus")
Se têm carro acesso a duas das maiores atrações da Roménia que ficam nos arredores de Cluj:
Salina Turda (Imperdível): Não é uma mina de sal normal, parece um bunker subterrâneo. Tem um lago com barcos, uma roda gigante e um eco incrível. Fica a cerca de 30 minutos de Cluj.
Cheile Turzii (Garganta de Turda): Para quem gosta de caminhadas e natureza, fica perto da Salina Turda e dizem ser impressionante.
Podem também fazer um desvio para Norte (Maramureș) se preferirem visitar o famoso Cemitério Alegre (Merry Cemetery), o Mosteiro de Bârsana ou as aldeias de Baia Mare e Breb. Estes locais ficam muito a Norte (aprox. 3h a 4h de viagem só de ida). Portanto aconselhamos a só visitar se tiverem mais tempo.
Fim do dia: Rumo a Oradea
Ao final da tarde, apanhámos o transporte para a nossa próxima paragem: Oradea (cerca de 2h30 a 3h de viagem). Fiquem atentos ao passar em Huedin, apreciem as "casas palácio" ciganas, são icónicas. Quem tiver carro, ou fôr de comboio, pode ainda fazer uma paragem na Cascata Vadu Crișului.
O objetivo foi chegar já de noite para ver duas coisas que ganham outra vida iluminadas:
Mushroom Hill (Dealul Ciuperca): O melhor sítio para ver o pôr do sol ou as luzes da cidade a acenderem-se.
Ponte de São Ladislau (Podul Sfântul Ladislau): À noite fica incrível e é a porta de entrada para o centro histórico que vão explorar amanhã.



2. Oradea – Um dos Segredos Mais Bem Guardados da Roménia
Esta cidade foi, para nós, uma das mais bonitas da Roménia. O centro foi todo renovado e parece um museu de arquitetura a céu aberto.
O que ver na cidade
O centro é muito compacto e plano, perfeito para caminhar.
Piața Unirii (Praça da União): É o ponto de partida obrigatório. Estão rodeados de palácios coloridos e igrejas.
Torre da Câmara Municipal (Tower of City Hall): Fica na mesma praça. Subam as escadas! A vista panorâmica lá de cima é a melhor da cidade.
Gastronomy Boulevard (Rua Vasile Alecsandri): A rua dos cafés e restaurantes. É pedonal, cheia de esplanadas e o sítio ideal para pararem a meio da manhã.
Cetatea Oradea (A Fortaleza): Foi renovada recentemente e é enorme. Podem passear pelas muralhas e pelos pátios interiores gratuitamente.
Parcul 1 Decembrie e Parcul Libertății (Liberty Park). No verão estão cheios de vida.
King Ferdinand Square: É super fotogénica, no inverno tem uma pista de gelo.
Strada Republicii: Saindo da praça, entrem nesta rua pedonal. É uma rua cheia de edifícios Art Nouveau incríveis de ambos os lados.
Onde comer
Para almoçar (ou jantar), a nossa recomendação é o Hanul cu Noroc. As porções são generosas e o ambiente é acolhedor.



Fim do dia: Rumo a Timișoara
Sigam viagem ao final da tarde para a próxima paragem: Timișoara. São cerca de 2h30 a 3h numa estrada tranquila.
3. Timișoara - A cidade clássica (1 dia)
Timișoara foi uma mudança de cenário. É uma cidade muito plana, cheia de praças largas e parques, o que a torna super fácil de visitar a pé. Chamam-lhe a "Pequena Viena" pela arquitetura e foi aqui que começou a revolução de 89.
O que ver na cidade
Botanic Park: Começámos por aqui. É um parque calmo, ideal para começar o dia.
Union Square (Piața Unirii): É a praça principal e a mais bonita da cidade.
Cardinal Points (Fântâna Punctelor Cardinale): Fica a uns minutos a pé da praça. É uma fonte curiosa que marca os pontos cardeais (Norte, Sul, Este, Oeste).
"Maria Theresia" Bastion: Um pedaço da antiga muralha que foi recuperado. Hoje serve de passagem pedonal e tem alguns espaços comerciais.
The Stronghold Synagogue: Uma sinagoga enorme que fica no caminho para a próxima praça
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Liberty Square (Piața Libertății): Uma praça mais aberta que serve de ligação para o centro moderno.
Rua Alba Iulia: A rua pedonal que sai da Liberty Square. Está cheia de restaurantes e, dependendo da época, costuma ter decorações suspensas (como guarda-chuvas coloridos).
Victory Square (Piața Victoriei): O fim da rua pedonal vai dar a esta praça comprida.
Catedral Metropolitana ("Three Holy Hierarchs"): Fica no fundo da Victory Square. É o postal da cidade.
Anton von Scudier Park: Logo atrás da catedral começa a zona verde junto ao rio. Atravessámos este parque para chegar ao seguinte.
Roses Park (Parcul Rozelor): É o parque mais famoso. Tem o "Túnel dos Namorados" e, na primavera/verão, está cheio de rosas. No inverno está mais despido, mas o passeio é agradável na mesma.
DICA: No rio, vão ver barcos turísticos, mas não vão nesses. A cidade tem transportes públicos fluviais (Vaporettos). São barcos que funcionam como autocarros a preço muito acessível. No inverno (quando fomos) eles não circulam, só funcionam na época mais quente.
O Desvio para Este (Bairro Fabric)
Se tiverem tempo, apanhem o elétrico para o lado este da cidade:
Regina Maria Park: O parque mais antigo da cidade.
Piața Traian: O centro de um bairro histórico que está menos renovado que o centro, mas é muito genuíno.
Onde comer
Aqui fugimos um bocado à comida tradicional romena: Little Hanoi (Vietnamita) e Dei Frati (Italiano).



Rumo a Sibiu
A viagem para Sibiu é um pouco mais longa (cerca de 4 a 5 horas). Têm duas estratégias possíveis:
Ir ao fim do dia: Viajam ao final da tarde, chegam a Sibiu à noite e acordam já no destino, prontos para explorar logo de manhã cedo. Assim ganham o dia todo.
Ir na manhã seguinte: A viagem faz-se bem, mas contem "perder" a manhã em transportes e chegar a Sibiu perto da hora de almoço.
Se tiverem carro, aproitem para parar no Castelo de Corvin (um dos mais impressionantes da Roménia), a Fortaleza de Deva (tem um funicular que vos leva lá acima) e ainda a cidade de Alba Iulia (vejam a Catedral da Coroação e a Biblioteca Batthyaneum).
4. Sibiu – A Cidade com Olhos (1 dia)
Sibiu foi Capital Europeia da Cultura e percebe-se logo porquê. É uma cidade impecável, mas tem um detalhe curioso: as janelas nos telhados parecem olhos que nos seguem para todo o lado.
O que ver na cidade
Aqui fica o essencial para uma manhã bem passada:
As Praças: Tudo acontece à volta da Large Square (Piața Mare), da Piața Mică e da Albert Huet Square.
Subam à Stairs' Tower (Turnul Scărilor) para passar da cidade alta para a baixa e ter a melhor perspetiva.
Catedrais: A Luterana (na Huet Square) com o telhado colorido e a imponente Catedral da Santa Trindade (Ortodoxa), que por dentro é impressionante.
Passeio Verde: Percorram a rua principal (Strada Nicolae Bălcescu) até ao Tineretului Park.
Se tiverem tempo extra: Visitem o "Astra" National Museum. É um museu gigante ao ar livre com casas tradicionais, mas fica fora do centro.


Momento de Decisão: Para onde ir agora?
Como escrevemos na introdução aqui o roteiro divide-se, dependendo de onde é o vosso voo de regresso e se têm carro. Escolham a vossa aventura:
Opção 1 - A Rota Linear (Ideal se voam de regresso por Bucareste): É a rota mais simples e direta, perfeita para transportes públicos. Foi esta que nós fizemos e é a que vamos descrever abaixo.
Trajeto: Sibiu ➡ Sighișoara ➡ Brașov ➡ Bucareste.
Vantagem: Veem tudo por ordem e terminam na capital para apanhar o avião.
Opção 2 - A Rota Circular (Ideal se voam de regresso por Cluj): Para quem tem de voltar ao início para entregar o carro ou apanhar o avião.
Trajeto: Sibiu ➡ Brașov ➡ Bucareste ➡ Sighișoara ➡ Cluj.
Vantagem: Fazem o círculo completo sem repetir estradas.
Opção 3 - A Rota da Transfăgărășan (Só para quem tem Carro): Aqui podem "cortar" caminho pelas montanhas em direção a Bucareste, antes de voltar a subir para Brașov/Sighișoara.
No Verão: Atravessam a famosa estrada cénica até ao outro lado, passando pela Cidadela Poenari e Catedral de Curtea de Argeș.
No Inverno: A estrada fecha, mas podem conduzir até à Cascata Bâlea e apanhar o Teleférico até ao topo (Lago Bâlea) para ver a neve e o Hotel de Gelo. Depois, descem e contornam a montanha para chegar a Bucareste.
DICA: Quem escolhe esta opção e vai no Verão, pode aproveitar para esticar o roteiro até às praias (Constanța) antes de subir para Brașov.
A Chegada a Sighișoara (À Noite)
Nós seguimos a Opção 1 e chegámos a Sighișoara já de noite. A cidadela medieval quase não tem turistas a esta hora e a iluminação é mágica.
O Roteiro Noturno:
Footbridge e City Hall: A vista da ponte pedonal para a Câmara Municipal iluminada é o primeiro "uau".
Clock Tower Viewpoint: A torre do relógio domina a cidade e vê-se de todo o lado.
The Covered Stairway: Uma escadaria de madeira coberta que leva à escola na colina. À noite, com a luz amarela e o silêncio, o ambiente é incrível..
Citadel Park: De noite é super tranquilo para passear.



5. Sighișoara – Onde o tempo parou (1 dia)
Acordar em Sighișoara é especial. Esta é uma das cidades medievais habitadas mais bem preservadas da Europa e, claro, o local de nascimento de Vlad, o Empalador (a inspiração para o Drácula).
De dia, as casas coloridas ganham vida e perdemos a manhã a explorar as ruas de calçada.
O que fazer na cidade
Tudo aqui é perto, mas há pontos obrigatórios:
The Clock Tower (Turnul cu Ceas): É o ícone da cidade. Entrem e subam mesmo até ao topo. O interior é um museu, e a vista da varanda lá em cima sobre os telhados da cidade vale cada degrau.
Piața Cetății (Citadel Square): O centro da ação. No verão está cheia de esplanadas.
Umbrellas Street: Uma daquelas ruas "instagramáveis" com guarda-chuvas coloridos suspensos. É também a rua com mais restaurantes e bares.
Ruas e Torres: Percorram a Strada Cositorarilor para ver as muralhas e o Turnul Cojocarilor (Torre dos Curtidores). A cidade era defendida por diferentes guildas (profissões) e cada torre tem o nome de uma.
Biserica din Deal (Church on the Hill): Subam a escadaria coberta (que viram ontem à noite) até ao topo da colina. Lá em cima encontram esta igreja gótica e o antigo cemitério saxão.
Onde ficar e comer
A nossa base foi o Gloria Apartments (confortável e bem localizado). Para comer, o Restaurante Ferdinand é uma escolha com bastantes opções e boa comida.

Na estrada: De Sighișoara para Brașov
Ao início da tarde, seguimos para Brașov. Quem vai de comboio/autocarro, a viagem é direta e demora cerca de 2h30. Quem vai de carro, tem aqui um "roteiro dentro do roteiro" com três paragens históricas incríveis:
1. Viscri (Obrigatório) É uma aldeia saxã autêntica, famosa pela sua Igreja Fortificada (Património UNESCO) e pelas casas coloridas preservadas. É tão genuína que até o Rei Carlos III tem lá uma casa. Atenção que a estrada de acesso pode ter alguns buracos, mas vale o desvio.
2. Cidadela de Rupea Vê-se da estrada principal e parece um caracol de pedra no topo de um monte. Foi renovada recentemente e as vistas lá de cima sobre as planícies da Transilvânia são brutais.
3. Cidadela de Feldioara (Marienburg) Se ainda tiverem luz do dia, parem nesta fortaleza, é menos conhecida que as outras, mas está impecável.
Chegada a Brașov
Chegámos a Brașov já de noite e a primeira coisa que salta à vista é o letreiro gigante com o nome da cidade no topo da Montanha Tâmpa (estilo Hollywood), todo iluminado.
Para fechar o dia em beleza, fizemos uma pequena caminhada noturna:
The White Tower (Turnul Alb): Subam as escadas até a esta torre. A vista noturna daqui é o postal perfeito da cidade: vê-se a Praça do Conselho e a Igreja Negra iluminadas lá em baixo. É mágico.


6. Brașov: A "Hollywood" da Transilvânia (1 dia)
Este foi, talvez, o dia mais cronometrado da viagem. O nosso objetivo era ambicioso: ver o essencial de Brașov de manhã cedo para ainda termos a tarde livre para visitar Sinaia (onde estão os castelos mais bonitos da Roménia).
Se forem no Inverno, como nós, têm de ser madrugadores. Às 17h já é noite, por isso apanhámos o comboio para Sinaia logo ao final da manhã.
Manhã em Brașov
Brașov é a cidade mais visitada da Transilvânia e o centro histórico é lindo. Como ficámos a dormir na Republicii Residence (super central e confortável), começámos logo no coração da cidade.
A nossa volta rápida:
Strada Republicii: A rua principal, cheia de comércio e vida.
Piața Sfatului (Council Square): A praça central inconfundível com a Casa do Conselho no meio.
A Igreja Negra (Biserica Neagră): É a maior igreja gótica entre Viena e Istambul. É gigante e escura devido a um incêndio antigo.
Strada Sforii (Rope Street): Dizem ser uma das ruas mais estreitas da Europa. É divertida para tirar aquela foto entre as paredes.
Catherine Gate: A única porta medieval da cidade que sobreviveu intacta.
Piața Sfântul Ioan: Uma praça renovada e moderna, ótima para uma paragem rápida.
As Melhores Vistas (Obrigatório):
Turnul Negru (Torre Negra): Fica fora das muralhas e dá uma vista lateral da cidade muito boa.
Telecabina Tâmpa (O Ponto Alto): Isto é imperdível. Apanhem o teleférico que sobe ao Monte Tâmpa (onde está o letreiro "Hollywoodiano" de Brașov). A viagem é curta mas brutal. Lá em cima, a vista junto às letras gigantes (Literele Brașovului) é de cortar a respiração.
DICA: Se tiverem mais tempo que nós (ou forem no Verão), podem ir até às Pedras de Salomão (Pietrele lui Solomon). É uma zona de desfiladeiro perfeita para um piquenique e fugir da cidade.

Têm Carro? Fiquem mais um dia!
Nós tivemos de seguir viagem, mas se tiverem carro alugado, Brașov é a base perfeita para explorar os arredores. Há 4 sítios aqui perto muito famosos:
Castelo de Bran: O famoso "Castelo do Drácula".
Santuário de Ursos Libearty (Zărnești): É o maior santuário de ursos castanhos do mundo. Aqui veem ursos resgatados a viver em liberdade na floresta.
Igrejas Fortificadas de Prejmer e Hărman: São Património Mundial da UNESCO. A de Prejmer é impressionante porque foi desenhada para a aldeia inteira viver lá dentro durante os ataques otomanos.
Tarde: Rumo a Sinaia
Apanhámos o comboio para Sinaia (cerca de 1h de viagem).
O que ver:
Dimitrie Ghica Park: O parque central, muito bonito para atravessar a caminho dos castelos.
Castelo de Peleș: A arquitetura de madeira e pedra é inacreditável. Mesmo que não entrem, os jardins e o pátio exterior valem a visita.
Castelo de Pelișor: O "irmão mais novo" do Peleș, fica logo ali ao lado.
- Gôndola Sinaia: É o teleférico moderno que vos leva ao topo das Montanhas Bucegi para a melhor vista panorâmica sobre o Vale de Prahova.
ALERTA: Tentámos subir na Gondola Sinaia, para ver as vistas da montanha, mas correu mal. Chegámos num Sábado com bom tempo, por volta das 15h, e já não nos deixaram subir, apesar de o horário dizer que fechava às 17h. Portanto não facilitem e cheguem bastante cedo para garantir que não vos acontece igual.
- Lacul Scropoasa: Quem tem carro pode ainda ir ao famoso lago de água azul-turquesa das montanhas Bucegi. É incrível, mas atenção: a estrada de acesso pode ser difícil (terra batida), por isso perguntem aos locais antes de ir.
Se quiserem ter a experiência de acordar no meio das montanhas podem optar por dormir aqui uma noite. O Hotel Sinaia pareceu-nos excelente se quiserem um sítio mais exclusivo.
Onde comer
Recomendamos vivamente a CRUST (Focaccerie) se quiserem comer algo diferente e mais barato.

Fim do dia: Bucareste
Com o sol a pôr-se, apanhámos o autocarro para a capital, Bucareste, onde chegámos já de noite para a última etapa da viagem.
7. Bucareste – A Grande Metrópole (e o fim da viagem)
Chegar a Bucareste depois de uma semana na tranquilidade da Transilvânia é choque de realidade. É uma cidade enorme e caótica, onde a arquitetura mistura palácios franceses chiques ("A Pequena Paris") com blocos comunistas cinzentos.
Vale a pena? Sim, mas é uma experiência diferente do resto do país.
Achámos que 1 dia chegou para ver o essencial mas para poderem ver tudo com calma e aproveitar o que a capital tem para oferecer criámos um guia exclusivo de 2 dias: Roteiro de 2 dias em Bucareste.

8. Extra de Verão: O Mar Negro e o Delta do Danúbio
Se forem no Verão e tiverem mais uns dias, a Roménia tem uma costa enorme no Mar Negro.
Nota: Nós não fizemos esta parte, mas reunimos as melhores sugestões baseadas nos locais que ouvimos falar e que nos recomendam.
A Aventura: Gura Portiței
É uma faixa de areia fina que separa o Mar Negro do Lago Golovița, uma antiga aldeia de pescadores transformada em retiro ecológico.
Como chegar: Têm de conduzir até à localidade de Jurilovca (há um parque de estacionamento no porto) e apanhar o barco para a travessia até Gura Portiței.
Natureza Mais Selvagem: Delta do Danúbio e Vadu
Para quem gosta de natureza pura e não precisa de espreguiçadeiras.
Delta do Danúbio (Mahmudia): Não é uma praia de banhos. Mahmudia é uma excelente base para apanhar barcos e explorar os canais do Delta (Património UNESCO), ver pelicanos e cavalos selvagens.
Praia de Vadu: É uma das últimas praias verdadeiramente "selvagens" da Europa que fica numa reserva da biosfera. Não há bares, casas de banho ou nadadores-salvadores. Levem água e comida. É só areia, mar e silêncio.
Festa e Luxo: Mamaia
Mamaia é conhecida como a "Ibiza da Roménia".
O que esperar: Clubes de praia chiques, festas até de manhã, teleférico sobre a cidade e hotéis de luxo. A Relax Beach é uma das zonas organizadas com espreguiçadeiras e música. É a zona mais cara do litoral.
Citadina e Mais Familiar: Constanța e Neptun
Modern Beach (Constanța): Se quiserem ficar na cidade grande (Constanța), esta é a praia principal. É larga, tem águas calmas e vista para o porto e para o famoso edifício do Casino abandonado.
Olimp e Neptun: São as estâncias balneares clássicas. Têm muita vegetação, hotéis familiares e um ambiente mais tranquilo que Mamaia. A "La Steaguri" em Neptun é uma das praias mais famosas.
Quanto gastámos
Estes foram os valores reais que gastámos por pessoa para 7 dias em Fevereiro (Época Baixa). Tenham em atenção que a Roménia é um destino cada vez mais procurado, por isso os preços sobem no Verão e em Dezembro.
Voos: 83€ (O truque foi voar via Madrid: fomos para Cluj-Napoca e voltámos por Sófia, na Bulgária. Esta combinação ficou muito mais barata do que voos diretos ou convencionais).
Alojamento (7 Noites): 130€ (A Roménia tem uma relação qualidade-preço incrível, conseguem-se sítios ótimos por valores muito baixos).
Transportes: 94€ (Este valor inclui tudo: as ligações para/de Madrid, a viagem para Sófia, todos os autocarros/comboios entre as cidades romenas e o transporte dentro das cidades).
Atividades: 14€ (Tudo o que fizemos com entrada paga).
Total (base): ~321€ por pessoa (Para uma semana inteira a viajar por vários locais na Europa, é um valor imbatível).
Para além destes valores fixos, têm de contar com os gastos variáveis:
Comida e Bebida: A gastronomia é acessível. Para terem uma referência, incluindo restaurantes, snacks de rua e compras de supermercado, nós gastámos uma média de 20-25€ por pessoa, por dia.
Outros: Internet (se não tiverem roaming), Seguro de Viagem e eventuais Souvenirs.
Mapa dos 7 dias na Roménia
Para vizualizarem os pontos do mapa, e como está estruturado, carreguem no ícone do canto superior esquerdo do mapa.
ALERTA: Este é o desenho do trajeto que fizemos (Opção 1), os outros trajetos têm desenhos diferentes.
















